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23 junho 2009

Comunicação e os "media"

"A comunicação é concebida como uma interacção essencial dos homens com os "media" e o meio ambiente. A comunicação não é um processo, mas um sistema aberto. O centro da comunicação é o homem para quem ela é uma actividade vital...
Nesta hipótese as tecnologias educativas não seriam um conjunto de técnicas, mas um modo de interacção entre os homens e os seus "media" que são, por sua vez, sub-sistemas de comunicação. Não se falará mais de técnicas ou auxiliares audiovisuais, mas de meios que permitem dar vida às diversas linguagens que fazem parte da realidade do homem..."(Cloutier, 1979:39-40 apud Moderno, 1992:39-40)

17 junho 2009

Meios Tecnológicos

Segundo Moderno (1992:13) "os meios tecnológicos não valem por si mesmos, eles valem e tornam-se fecundos pedagogicamente através da metodologia com que são usados e como se integram numa estratégia educativa coerente e global. Não são apenas os meios que contam, mas sim a capacidade de se apropriar desses meios para criar uma situação educativa."
Referência bibliográfica:
- Moderno, A. (1992). A Comunicação Audiovisual no Processo Didáctico - no ensino e na formação profissional. Aveiro, p.13.

29 abril 2009

Comunicação e Educação


O modo como os meios audiovisuais são introduzidos na sala de aula pelo professor depende do seu conceito de comunicação, uma vez que a compreensão que se tem da comunicação reflecte-se na posição que se toma perante as tecnologias da comunicação e na respectiva aplicação do domínio no ensino.

A utilização integrada de múltiplos formatos (o texto, a imagem/fotografia, o som/áudio e o vídeo), num mesmo espaço para apresentar a informação, facilita a assimilação e retenção da informação, contribuindo para a aquisição do conhecimento.Cada um destes formatos de linguagem assume uma personalidade própria com um papel específico e de destaque no processo de aprendizagem, por isso o meu interesse em debruçar o meu estudo ao nível da utilização das diferentes linguagens nos blogues.

Segundo Chermann e Bonini (2000:26) as multilinguagens favorecem a aprendizagem. O ser humano consegue reter 10% do que vê, 20% do que ouve, 50% do que vê e ouve e 80% do que, simultaneamente, vê, ouve e faz.


Por isso, estes meios que oferecem multilinguagens e interactividade, como a Internet com seus serviços disponibilizados, se têm tornado bastante populares e muito procurados como recurso didático, é o caso do blogue.

Dado que a Web trouxe facilidade de integração de diferentes linguagens num blogue, pretendo com este meu estudo compreender até que ponto esta maior dinâmica comunicacional, que nos envolve o blogue é potencialmente motivadora de aprendizagens, contribuindo para uma maior participação e envolvimento dos alunos nas actividades extracurriculares.







27 abril 2009

"Redes, comunidades e relações online"




No livro: "Comunidades Virtuais de Aprendizagem e Identidades no Ensino Superior" a autora do primeiro capítulo, Luísa Aires, em resumo diz-nos que:


"Pensar o fenómeno da Comunicação, no contexto da Sociedade em Rede, supõe uma reflexão focalizada nos múltiplos âmbitos da actividade humana, nomeadamente nos processos de construção identitária e de mediação de conhecimento. O paradigma da sociedade rede e digital redefine, no discurso e nas práticas educativas, conceitos como os de comunidade de aprendizagem, construção conjunta de conhecimento e conhecimento situado; redefine o perfil e as culturas do estudante virtual; redimensiona os contextos, as intencionalidades e os usos dos instrumentos mediadores da aprendizagem; facilita a redescoberta de novos fluxos e dinâmicas de interacção, de novas relações e grupos." (2007:17)


A autora referência Álvarez e Aguilar (2005) para definir as redes sociais de interacção como "grupos de indivíduos que (...) se interrelacionam com um fim específico, caracterizado pela existência de fluxos de informação."
Assim, as redes sociais são constituídas pelos chamados actores ou nós, vínculos ou relações e fluxos. Dá-se o aparecimento de comunidades virtuais ou cibercomunidades quando às novas sociabilidades online se associam vínculos relacionais de compromisso e partilha, sendo construídas a partir da comunicação, negociação e troca de significados, ao nível virtual, caracterizada por sentimentos de pertença, reciprocidade e identidade.
A utilização independente, descentralizada e madura das tecnologias tem contribuído para aumentar o potencial das comunidades virtuais e promover valores como a democracia, educação, ciência, poder e cidadania.
Referência Bibliográfica:
- AIRES, Luísa (2007). Comunidades e relações Interpessoais Online: reflexões no âmbito do projecto "@prender.com". In Luísa Aires, José Azevedo, Ivone Gaspar e António Teixeira (Coords.). Comunidades Virtuais de Aprendizagem e Identidades no Ensino Superior. Projecto@prende.com. Lisboa: Universidade Aberta, pp. 17 e 21.